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Municípios têm ano marcado por turbulências

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Para as prefeituras alagoanas, o ano de 2017 fica marcado por greve de servidores, demissões, registro por inadimplência no Serviço Auxiliar de Informações de Transferências Voluntárias (Cauc), investigações da Polícia Federal, contas rejeitadas por irregularidades detectadas pelo Ministério Público de Contas (MPC-AL) e prejuízos aos cofres públicos cometidos por gestores. Em algum momento, prefeitos dos 102 municípios alagoanos se viram envolvidos em algumas dessas questões. Para a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), espera-se um 2018 sem tantas turbulências, para que os chefes dos Executivos possam realizar os trabalhos como se deve. ?Apesar de 2017 ter sido um ano de muitas dificuldades, os gestores se esforçaram e com muita luta conseguiram manter uma gestão de qualidade e, na sua maioria, cumprir com a palavra dentro dos limites da lei. Algumas prefeituras tiveram que enxugar seu quadro de funcionários e fazer malabarismo para fechar as contas, Cacimbinhas também sofreu com os impactos da crise econômica. Esperamos para 2018 um ano sem tantas turbulências para conseguirmos realizar nosso trabalho de forma decente?, posicionou-se o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley (PMDB), prefeito de Cacimbinhas. Informações divulgadas à Gazeta pela Polícia Federal (PF) indicam que 70 prefeituras, somente em 2017, entraram na mira de investigações, envolvendo antigos e atuais gestores em crimes de corrupção, malversação e desvio de dinheiro público. De acordo com o delegado federal Bernardo Gonçalves, os inquéritos abertos seguem em sigilo e a maioria está ligada a fraude em licitações, principalmente relacionadas a transporte escolar, merenda e medicamentos. Além de prefeitos, conforme a PF, também estão envolvidos servidores públicos e proprietários de empresas que se beneficiam dos esquemas.

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