Política
Pré-candidatos outsiders tentam se emplacar
Enquanto permanece um vácuo com relação às mudanças políticas ou mesmo ao surgimento de novos nomes, vez ou outra surgem personagens sem atuação eletiva, dispostos à disputa e que se apresentam como outsiders, ou seja, como se estivessem fora do sistema questionado pelos eleitores, que se posicionam cansados de corrupção e da ineficiência do poder público. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o juiz federal que atua na Operação Lava Jato, Sérgio Moro, ou mesmo o empresário e apresentador de TV Luciano Huck entraram nesta lista, embora nenhum deles tenha confirmado a intenção de disputar cargo, notadamente à Presidência da República. Em Alagoas, por enquanto, nenhum novo nome surgiu e, os que se mostram como pretensos iniciantes na política, como é o caso do jovem Moacir Neto, filiado ao PSDB, seguem a tradição que se mantém em Alagoas da passagem de poder de pai para filho. Ele, no caso, que nunca concorreu ou mesmo é conhecido por serviços prestados à comunidade, decidiu ?mostrar o rosto? em função da eleição do pai, Rogério Teófilo (PSDB) à Prefeitura de Arapiraca. Nos bastidores, cogita-se lançá-lo candidato a deputado estadual. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), aliás, vários representantes familiares ocupam cadeiras no parlamento, a exemplo de Bruno Toledo (PSDB), Isnaldo Bulhões Júnior (PDT), Marcelo Victor (Pros), Gilvan Barros Filho (PSDB), Davi Davino Filho (PSB) e Dudu Hollanda (PSD), Carimbão Júnior (PHS), Jairzinho Lira (PMDB), Olavo Calheiros (PMDB) e até mesmo Rodrigo Cunha (PSDB), que tem se destacado com novas formas de atuação e apontado como renovação na Casa, embora seja herdeiro político da ex-deputado federal Ceci Cunha, já falecida.