Política
Rezoneamento deixa equipe enxuta
Em novembro do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, resolução homologando normas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) referentes ao cumprimento das regras de adequação das zonas eleitorais das capitais e do interior. No processo, foram extintas 400 zonas eleitorais no País, 13 delas em Alagoas. A eleição de outubro deste ano será a primeira pós rezoneamento. Os presidentes de Tribunais bem que tentaram reverter a situação. Apelaram para o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, e conseguiram ao menos barrar o que poderia ser ainda mais grave. Em Alagoas, o presidente do TRE, José Carlos Malta, diz que esta será, sem dúvida, uma dor de cabeça a ser administrada. As implicações para as eleições 2018, ele destaca, ?serão grandes, com preocupações maiores?. E explica: ?Nós fizemos uma eleição em 2016 com aproximadamente 1 milhão e 900 mil eleitores. Tivemos trabalhando nessa eleição 55 juízes e 55 promotores eleitorais. Neste ano de 2018, deveremos ter uma eleição com aproximadamente 2 milhões e 200 mil eleitores e teremos, ao invés de 55, 42 juízes e 42 promotores somente. Aumenta o número de eleitores, o que significa que aumenta a nossa demanda, a nossa necessidade de força de trabalho, e diminui em 13 o número de juízes e de promotores?, informa. O rezoneamento, para o presidente do TRE, é o primeiro grande ponto de preocupação para o pleito que elegerá o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. ?Se você pensar em termos de logística da nossa eleição, vai encontrar municípios que vão pertencer a zonas eleitorais que estão a 50, 60 quilômetros de distância. Isso porque a gente aqui teve muito cuidado. Vai ter lugar em que se houver ocorrência que precise de uma atitude, vai ter que sair, dar a notícia onde o juiz estiver, a 50, 60 quilômetros, e depender dele estar com transporte para voltar, chegar no local da ocorrência. Fica muito difícil?, alerta José Carlos Malta.