Política
MP quer manter prefeito preso e recorre de soltura
O Ministério Público Estadual (MPE/AL) solicitou ao Poder Judiciário reconsiderar a decisão, que resultou na liberdade do prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino (PRB), acusado por crime de corrupção e solto da prisão no último dia 26 de dezembro, por concessão do desembargador Celyrio Adasmator. Na ocasião, o magistrado atuava como juiz plantonista do Tribunal de Justiça (TJ). O MP interpôs agravo interno tornado público ontem e pede que o prefeito retorne ao presídio. Para reforçar o pedido, o MPE destacou que, assim que ganhou liberdade, após ter passado aproximadamente um mês preso em unidade prisional, em Maceió, o prefeito suspendeu o pagamento do 13º salário dos servidores de Campo Grande e se mantém como habitual praticante de atos que causam prejuízos à administração pública do município. Conforme o órgão, os prejuízos causados pelo gestor aos cofres da localidade, até o momento, chegam a R$ 500 mil. O pedido, feito pelo procurador de Justiça Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, que na ocasião estava na função de procurador-geral substituto e pelo promotor Luciano Romero da Matta, deu entrada no TJ no último dia e ainda aguarda decisão do próprio desembargador Celyrio Adamastor, que durante o recesso de fim de ano havia revogado a prisão preventiva do prefeito, determinada pelo desembargador Sebastião Costa Filho, após Arnaldo Higino ser preso em flagrante no momento em que recebia dinheiro de propina, pago por um empresário fornecedor da Prefeitura de Campo Grande.