Política
TRE quer evitar alto número de abstenções
O número de abstenções, votos brancos e nulos nas últimas eleições municipais realizadas em 2016 foi considerado expressivo e acende o sinal de alerta entre aqueles que pleiteiam um cargo eletivo, além de assinalar para uma possível reprise no pleito de 2018. Naquele ano, somados os dois turnos, foram computados 10,7 milhões de abstenções. Número que pode aumentar. ?Toda abstenção significa uma renúncia ao exercício de um direito e isso é sempre prejudicial. Quando não é prejudicial ao Estado, ao cidadão, e no caso de eleição é prejudicial à própria ordem democrática, porque significa que é um número grande de pessoas que se negam a participar das grandes escolhas do Estado, do País?, afirma o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Alagoas, José Carlos Malta Marques. Ao deixar de participar do processo eleitoral, na avaliação do presidente do TRE, o eleitor não estará mudando absolutamente nada. Ao contrário. Para ele, ?isso é a coisa mais absurda que tem. Dizer: ?Não, não quero tomar conhecimento. Não vou votar em ninguém. Está tomando conhecimento no momento em que deixa de votar?, ele diz e cita encíclica que diz que ?o grande problema da humanidade é a acomodação dos bons?. ?Então, eu entendo toda abstenção como prejudicial e lamentável?, ressalta. Malta Marques afirma, porém, que essa é uma questão da qual não se pode fugir. ?Tem doença, às vezes por falha do sistema de transporte, o trabalho do qual às vezes a pessoa não pode se ausentar, daí vem a justificativa?.