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Sucess�o faz partidos sumirem e reaparecerem na ALE

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MARCOS RODRIGUES A sucessão municipal em 2004 pode eliminar alguns partidos da Assembléia Legislativa, a exemplo do PTB, e fazer outros, como PPB e PSC, ressurgirem. A movimentação dos deputados depois da formação das comissões visa uma melhor acomodação política para o próximo pleito. O PTB, que já teve 14 deputados, hoje conta apenas com cinco. Se seu ex-presidente Antônio Albuquerque for mesmo para o PPB ele fará ressurgir na ALE o partido, que desde a última legislatura não tem nenhum parlamentar. O PSC também pode voltar a existir. A legenda foi muito forte entre 90 e 95, período do governo de Geraldo Bulhões. À época, o partido chegou a ter a maior bancada: dez parlamentares. Mas a exemplo do PTB começou a definhar no final do governo, até desaparecer. Candidatos Somente na ALE existem dois candidatos declarados a prefeito. Um deles é o deputado Cícero Amélio (sem partido). O outro é o deputado Gilberto Gonçalves (PMN). Cícero Amélio pode vir a disputar a eleição municipal pelo esquecido PSC. Sua ida para o partido é sua única saída política, depois de não conseguir ficar com a presidência da comissão de Fiscalização e Controle. A sigla é a que apresenta melhores condições para o deputado encarar uma eventual disputa. O partido é um dos poucos ?nanicos? que ainda estão na oposição. O PPB, por integrar a base aliada do governo, não seria uma boa escolha para o deputado, que no primeiro mandato do governador Ronaldo Lessa (PSB) emperrou sua administração investigando a Secretaria de Saúde e de Educação. Os passos para consolidação da ida de Amélio para o PSC serão firmados esta semana após encontros, em Alagoas com ex-governador Geraldo Bulhões, e, em Brasília, com membros da executiva nacional. Outro caminho O deputado Gilberto Gonçalves tem outra estratégia para disputar a prefeitura de sua cidade, Rio Largo. Ao contrário de seu colega, ele não mudará de legenda e aproveitará a evidência da Comissão de Fiscalização e Controle e a segunda vice-presidência da ALE. Gonçalves está em ascensão política. Depois de 16 anos da última derrota para o parlamento, conseguiu se eleger na coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Empresário do segmento de bebidas e gás de cozinha, diz ter ido para a periferia pedir votos para o petista. Chegou à ALE sem, sequer, ter conseguido se eleger vereador. No dia da posse, se destacou entre os parlamentares porque encheu a praça de correligionários com bandeiras e banda de frevo. Depois de empossado, fez um discurso digno de candidato. ?Eu tenho vontade de voltar para Rio Largo e disputar a prefeitura. É um sonho?, disse Gonçalves. Na semana passada, ele começou a articular seu grupo político. Conseguiu filiar o vereador, Carlos Ormando ex- PSDB em seu partido. ?Ele é o primeiro a se juntar a meu grupo na cidade?. O deputado confirmou que esse é o passo mais concreto para a sucessão de 2004, mas que agora o importante é a Assembléia.

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