Política
ALE deve ter baixa renovação pós-eleição
A Casa está em recesso até 15 de fevereiro, mas no bastidor os parlamentares seguem a todo vapor na corrida pelo voto e a reeleição. Aproveitam o período para tentar se aproximar ainda mais das bases e do eleitorado. Quem briga pela reeleição ou busca uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) sabe que o páreo é difícil e tenta eliminar os riscos de perder o mandato. Quem pretende se lançar ao cargo de deputado estadual sabe que a dificuldade é ainda maior. Vencer os caciques da política, que já se encontram no parlamento, não será nada fácil. E a renovação no quadro dos 27 deputados estaduais, como apontam especialistas, deve ser mínima, exigindo ainda mais dos pretensos candidatos empenho para assegurar votos. A depender da coligação, o percentual de votos para se eleger será alto. Esta é a última eleição com coligações partidárias. Na próxima, funcionará o distritão para a escolha de deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Ou seja, são eleitos os candidatos mais votados. ?Infelizmente, essa tal renovação que as pessoas dizem que vai ter, não vai acontecer. Mudam as pessoas, mas não mudam as práticas. Se você observar a cada eleição que passa, muitas vezes o pai sai e deixa o filho. Virou capitania hereditária, de pai para filho?, afirma Marcelo de Melo Bastos, empresário e especialista em eleições, que fez para a Gazeta uma projeção do que deve ocorrer na ALE, Câmara Federal e Senado.