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Empresas ‘laranjas’ e notas frias alimentavam esquema

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O promotor Cyro Blatter explicou como se dá o ciclo criminal das organizações que cometem as fraudes. ?Esse ciclo começa com as empresas que não querem pagar o valor real dos impostos devidos. Para isso, elas passam a falsificar documentos. Este é o primeiro passo. Na sequência, a empresa principal cria várias empresas fantasmas de forma que consiga burlar o Fisco e permaneça no sistema de tributação que lhe gere menos pagamento de tributo. Nesta etapa, as fraudes estão estruturadas e a sonegação fiscal já está sendo praticada. Por fim, vem a lavagem de bens e o crime de corrupção, com o envolvimento de agentes públicos que vão ajudar a manter o ciclo criminoso?, detalhou o promotor durante a coletiva. ?No topo da pirâmide estão as empresas reais. No meio, os agentes públicos, os laranjas e os testas-de-ferro e, na sua base, ficam as empresas criadas para fraudar o Estado?, acrescentou o coordenador do Gaesf.

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