Política
Redes sociais serão guia eleitoral informal
A eleição desse ano trará uma dor de cabeça a mais para a Justiça Eleitoral e para quem lida diretamente com o processo no País. Consideradas entre os mais fortes ?cabos eleitorais? dos candidatos em tempos de internet, as redes sociais serão amplamente utilizadas como ferramenta para conquistar o eleitor e o voto. Como no País não há uma legislação específica que regulamente o uso da rede quando o assunto é campanha política, a preocupação é minimizar os efeitos que artifícios como as chamadas fakes news, ou notícias falsas, podem causar no pleito. O assunto mobiliza o Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tentam encontrar um caminho para tentar frear os prejuízos decorrentes das fakes news e de outros artifícios utilizados que possam trazer consequências ao andamento do pleito eleitoral. O advogado eleitoral e presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL), Henrique Vasconcellos, afirma que impedir que as fakes news circulem é praticamente impossível, mas destaca que a Justiça Eleitoral tem se empenhado em encontrar saídas para minimizar os efeitos decorrentes delas. ?Esse tem sido objeto de discussão constante no TSE?, ele afirma, ao revelar que foi criado um grupo com a participação da ?Polícia Federal, do Ministério Público Eleitoral, da Receita Federal, enfim, dos principais órgãos e instituições do Brasil, para ver se consegue-se mapear, fazer um estudo, sobretudo em relação a fake news?, informa Henrique Vasconcellos.