Política
Representação da mulher na política é baixa
A Lei 9.504/97, que determina o percentual de gênero de no mínimo 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, foi instituída como forma de ampliar a participação das mulheres na política, já que antes da norma, quase em sua totalidade, somente homens eram apresentados pelos partidos à disputa em eleições. Mesmo após 20 anos de implantação dessa medida, a participação feminina na política continua baixa. No âmbito federal, o percentual é de aproximadamente 10% de representantes femininas no Congresso Nacional. Em Alagoas, o quadro segue panorama ainda mais reduzido, quando levada em conta a condição de gênero e com base na própria lei. Na Câmara Municipal de Maceió, por exemplo, entre os 21 vereadores da legislatura atual, apenas cinco são mulheres, número considerado ?alto? se levado em conta outras casas legislativas em Alagoas. Em Arapiraca, segunda maior cidade do Estado, na atual composição com 17 representantes, apenas três são mulheres. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), a situação é ainda mais desigual. Entre os 27 deputados, apenas duas são do sexo feminino. FATO CULTURAL E as próprias mulheres é que devem responder o porquê da pouca participação e principalmente eleição nas urnas. Para a cientista política Luciana Santana, a pouca representação feminina na política no Brasil é fato cultural e que vem também da distribuição de direitos e deveres entre homens e mulheres, durante muito tempo. Para ela, à mulher coube o papel de cuidar da casa e dos filhos, enquanto que ao homem era destinado o trabalho e a política. Segundo a estudiosa, o quadro começou a se modificar a partir dos anos 1930, quando teve início a participação feminina no voto e se ampliou com a lei de gênero na política, em 1997. Mesmo assim, ela considera, ocorreram apenas pequenos avanços.