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MP quer demissão de fiscais sonegadores

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Por meio dos promotores de Justiça Cyro Blatter e Kleber Valadares, do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), o Ministério Público Estadual (MP) ofereceu denúncia em desfavor dos acusados de integrar a organização criminosa denominada Polhastro, nome adotado para a operação que resultou em várias prisões. A denúncia foi dividida por núcleos, tendo como primeiro apresentado o Núcleo Fiscal, composto por nove fiscais de tributos, um funcionário aposentado, do setor administrativo da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), uma advogada e um sargento PM, da reserva. O MP pede rigorosa condenação com perda do cargo público ou cassação da aposentadoria, o bloqueio dos bens móveis e imóveis dos réus e ainda a manutenção do afastamento dos cargos públicos. Na lista disponibilizada pelo Gaesf estão denunciados, por envolvimento na Polhastro, os fiscais de tributos Francisco Manoel Gonçalves de Castro, Marcos César Lira de Araújo, Ricardo Magno Ferreira, Augusto Alves Nicácio Filho e José Vasconcellos Santos, estes integrantes do Núcleo Fiscal Maceió, atuando diretamente em ações da Organização Criminosa na capital. Além deles, também foram denunciados os fiscais Luiz Marcelo Duarte Maia, Edmar Assunção e Silva, Luís Américo de Araújo Santos, Emídio Barbalho Fagundes Júnior (aposentado), além de Emanuel Raimundo dos Santos, conhecido como Mané Queixinho, funcionário administrativo da Sefaz (aposentado), a advogada Andressa Targino Carvalho Uchôa e Evaldo Bezerra Barbosa, que é sargento da reserva da Polícia Militar. Os fiscais Luís Américo, Edmar Assunção e três militares agiam no Núcleo de Porto Real do Colégio facilitando a passagem de cargas irregulares para a empresa Martins e Almeida Ltda (Griffe do Frango), em troca de propinas. Os policiais recebiam propinas de cerca de R$ 1.500 por participação no esquema. Conforme o Gaesf, os fiscais Francisco Castro e José Vasconcellos exigiram e receberam, em parte, propinas de cerca de R$ 650 mil da Griffe do Frango, lembrando que a proposta inicial, recusada pelo proprietário Cláudio de Siqueira Martins Júnior, foi para a empresa pagar R$ 1 milhão.

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