Política
Mudanças no Plano Diretor serão analisadas pela Câmara de Maceió
Para onde a cidade de Maceió deve crescer? Quais espaços podem ser ocupados e quais preservados? E os recursos naturais, culturais e a própria memória do município vão ser mantidos às próximas gerações? Estas são questões que são respondidas no Plano Diretor Municipal (PDM), um ?instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana? e documento obrigatório para todas as cidades brasileiras. Aprovado ainda em 2005, o PDM de Maceió deve passar por modificações, propostas pelo Executivo municipal e já é colocado entre as prioridades para votação na Câmara de Vereadores. Tamanha importância ao desenvolvimento da cidade, o Plano Diretor, que segue normas da Constituição Federal e do Estatuto das Cidades, serve como principal orientador à ocupação do solo urbano, tomando como base interesses coletivos, por um lado e interesses particulares de seus moradores, por outro. Por isso deve ser acompanhado com atenção pelos moradores da capital, notadamente para aqueles que podem ser atingidos diretamente pelas decisões que serão tomadas pelos vereadores, a partir das solicitações da prefeitura. Um exemplo claro das decisões que serão aplicadas pode ser o comparativo em relação a altura dos prédios situados na orla da capital. Enquanto que na área onde estão localizados bairros como Ponta Verde e Jatiúca, as edificações não podem contar com altura superior a oito andares, no litoral norte essa limitação não mais é exigida e os edifícios podem chegar a 20, 30 andares, a depender da proposta da construtora. Na cidade, onde habita a maioria da população, o espaço é parcelado e se torna objeto de apropriação privada, sejam com donos de terrenos e edificações e estatal para a criação de ruas, praças, equipamentos públicos. O planejamento de como as áreas devem ser utilizadas e para quê influencia diretamente no desenvolvimento econômico e social de seus moradores.