Política
Janela partidária esbarra em indefinições
A partir de hoje e pelos próximos 30 dias, até 7 de abril, está aberto o prazo da janela partidária, uma brecha que leva ao troca troca de partido. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), no entanto, deputados ainda analisam se pulam de uma legenda para outra ou se permanecem nas siglas pelas quais se elegeram. Criada em 2015, a janela permite aos parlamentares trocarem de partido sem o risco de perda de mandato. Nos bastidores, há quem prefira aguardar as definições das composições, da formação das chapas para a disputa majoritária ao cargo de governador do Estado. Renan Filho (MDB) e Rui Palmeira (PSDB) ? se confirmado como candidato ao Executivo ? devem ser um termômetro importante na decisão dos parlamentares. Outro ponto que pesará é a composição do chamado ?chapão?, liderado pelo MDB, que deve ?impor? votação expressiva para os candidatos se elegerem. Líder do governo na ALE, o deputado Ronaldo Medeiros (MDB) é um dos que analisam o cenário, como afirma. ?Estou estudando ainda. Vendo como vão ficar as composições, até porque um deputado de mandato hoje mudar de partido é muito difícil, porque os outros que não estão na Casa, e estão formando composições, praticamente fecharam as portas para a maioria dos parlamentares?, observa. Questionado se recebeu convite para migrar para outro partido, ele revela que sim. ?Eu recebi alguns convites?, diz, ao destacar que tem partidos que ele estuda o convite e outros que descarta de imediato. ?Tenho que ter um partido que eu possa falar, que tenha um discurso, que eu não vá de encontro com aquilo que o partido prega. Por exemplo: eu sou contra a privatização. Tem partidos que defendem. Eu não posso nunca ir para um partido desses. Sou contra a reforma da Previdência, tem partidos que fecham questão a favor da reforma. Então, eu não posso participar. Tenho posições ideológicas que exercito através do mandato. Então, não é menosprezando outros partidos, mas não posso ir para qualquer local porque senão eu vou ficar engessado?, ele ressalta. Também no MDB, o deputado Jairzinho Lira afirma que vai discutir a questão com o governador Renan Filho e com algumas pessoas de sua base, para saber que destino tomará. Mas destaca que ainda está muito cedo para qualquer decisão. ?Vou avaliar melhor para saber como vai ficar, como vai se desenhar esse quadro?, ele diz. Indagado se há intenção de sair do MDB, que compõe o chapão, o deputado Jairzinho Lira responde: ?Eu vejo que as eleições desse ano vão ser todas elas disputadas em qualquer partido. Então, você tem que estar preparado para concorrer e confiando no trabalho que desenvolveu durante os quatro anos. E é nisso que eu estou confiando. Vou deixar essa decisão para mais adiante. Vou estudar mais um pouco e aí, dependendo dos acordos, a gente vai decidir?, destaca.