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Crea e Câmara tentam entender tremor em Maceió

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?O que provocou o tremor de terra em Maceió? Quais são as causas? O evento pode voltar a acontecer? Há risco à população??. Para responder estas e outras perguntas, a Câmara Municipal de Maceió realiza audiência pública na próxima segunda-feira, 12, para debater sobre o abalo sísmico ocorrido na capital, no último sábado. A pedido do vereador Sílvio Camelo (PV), que apresentou requerimento para a realização do encontro, a Casa pretende promover um amplo estudo com órgãos municipais, estaduais e federais, que possam explicar as circunstâncias que resultaram no tremor com intensidade de 2,5 graus de magnitude na escala Richter, que mede terremotos, segundo as primeiras informações detectadas pelo radar do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Com a audiência, os legisladores querem que explicações oficiais sejam dadas, retirando, com isso, dúvidas sobre as causas e consequências. Em sua explanação, Sílvio Camelo apontou que, também no sábado (3), pela manhã, houve o desmoronamento de um trecho da via que corta a praia de Cruz das Almas e, no período da tarde, o tremor que deixou maceioenses em pânico. ?O que há por trás dessa ocorrência? Ninguém pode levantar ou descartar qualquer possibilidade diante do que aconteceu. Respostas precisam ser dadas à população?, expôs o vereador Chico Filho (PP), durante a discussão do tema na Câmara. Ele também protocolou requerimento para que a Defesa Civil ? municipal e estadual ? explique o quê, de fato, aconteceu. Filho acrescentou que, antes do tremor, houve o registro de rachaduras em via pública no bairro do Pinheiro, um dos principais bairros atingidos pelo tremor, que provocou pequenas fissuras em casas e prédios na localidade, o que segundo ele pode ter sido um alerta da natureza, para o que estava por vir. Ainda durante a discussão, o vereador Francisco Sales (PSL) considerou que há dúvidas a respeito da relação do fenômeno com a atividade que a Braskem realiza há décadas em Maceió. Ele declarou que a empresa é uma ?bomba-relógio? e já deveria estar instalada fora da cidade. Por meio de nota, a Braskem esclareceu que seus técnicos fizeram vistorias nas áreas de exploração da Salgema e não constataram nenhuma irregularidade ou provável motivo que possa ter causado o tremor de terra na capital. De acordo com mapeamento realizado pela Agência Tatu, este foi o primeiro tremor registrado em Maceió nos últimos sessenta anos. A informação teve como base dados das ocorrências registradas em Alagoas pelo observatório da UnB e pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, entre os anos de 1954 até este início de março. O estudo mostra que, neste período, ocorreram 41 registros em várias regiões do território alagoano, os maiores, com intensidade de 3,4 graus na escala Richter, nos municípios de Junqueiro, em 1972, e em São Brás, em 2006.

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