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Eleição deve alterar secretariado

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O mês de março será decisivo para o governador Renan Filho (MDB) reorganizar o primeiro escalão da sua gestão. Com a possibilidade da saída de alguns secretários para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) ou até para a Câmara dos deputados, ele já se articula com os partidos da base aliada para indicar quem serão os substitutos. No jogo de bastidores, são muitas as especulações, mas já há os que são ?figuras carimbadas? em eleição. Tanto que só se encaixaram no governo para garantir o mínimo de visibilidade e garantia de apoio à chapa majoritária, a ser encabeçada pelo próprio Renan Filho. É o caso do secretário de Ciência e Tecnologia, o professor universitário Régis Cavalcante. Substituto do cientista e pós-doutor Pablo Viana, na Secti, ele fez uma gestão discreta, mas ?sem dor de cabeça? para o governo e fica até os últimos dias antes do prazo final de desincompatibilização. Até o momento não há indicação de quem o substituirá, mas como o cargo deverá ficar com o partido, uma solução caseira está sendo gestada. Quem também deve sair para buscar uma vaga, possivelmente na Assembleia Legislativa, é a secretária de Esporte Cláudia Petuba, pelo PCdoB. O partido, no governo desde o seu início, emplacou o seu nome e ela, de acordo com as avaliações feitas pelo Palácio República dos Palmares, cumpriu a missão. Agora vai encarar a tarefa partidária. Envolvida com o movimento estudantil, Petuba buscou com a secretaria conquistar espaço entre os jovens com políticas inclusivas na periferia e interior. Mas com poucos recursos não cresceu tanto o quanto imaginava. O breve desgaste gerado com um embate público com a direção da Uncisal também não deve ser empecilho para sua entrada no processo eleitoral, principalmente por que o partido busca espaço de representatividade legislativa. Para tanto deve disputar espaço com o sargento Marcos Ramalho, que desde 2014 busca seu lugar na política. Depois de ter o nome bem avaliado no último pleito pode ser, novamente, o nome do partido. Mas ainda não confirmou, até porque formou-se em Medicina e também busca aprimoramento. A Secretaria de Recursos Hídricos, comandada por Alexandre Ayres, também é outra que pode ser marcada por mudanças. O seu nome também já foi ventilado, mas ele também não se pronunciou publicamente sobre o fato. Irmão do prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Roberto Ayres (MDB), o secretário também pode encarar a tarefa de testar o seu nome no pleito. Um caso atípico, já que não envolve o pleito, é o do secretário Cristian Teixeira, atualmente titular da Saúde. A possibilidade de ser o escolhido para a vaga do conselheiro afastado Cícero Amélio no Tribunal de Contas (TC) já vem sendo ?cantada? como certa. Teixeira surgiu inicialmente no comando da Secretaria de Planejamento, mas como se destacou no ajuste da máquina foi ?arrumar a casa? na Saúde. Atua discretamente buscando cumprir o papel social da pasta, mas como tem perfil técnico é visto com bons olhos para o novo rumo. A escolha, se ocorrer, vai surpreender os bastidores políticos, que durante muito tempo apontava para o tio e deputado estadual Olavo Calheiros (MDB) como novo conselheiro no TC. Em nível de segundo escalão, quem também vai buscar o mandato perdido é Judson Cabral, da Serveal. Petista de carteirinha, foi sufocado no pleito passado e no partido, que deu guarida a Marquinhos Madeira, hoje no MDB. Cabral, por sua vez, vai disputar vaga na ALE pelo PDT, depois de uma articulação do deputado federal Ronaldo Lessa.

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