Política
Chances para os partidos nanicos aumentaram
Muitos parlamentares vão aproveitar a janela partidária, aberta no último dia 8, e que segue até 7 de abril, para cair fora da legenda e desembarcar em siglas onde a concorrência será menor, aumentando as possibilidades de vitória, principalmente daqueles que já ocupam uma cadeira na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Apesar do fogo cruzado para vencer o pleito nas chapas mais disputadas, Marcelo Bastos afirma que com a minirreforma eleitoral, que muda o cálculo para a eleição, os partidos considerados pequenos terão agora uma possibilidade maior de conseguir emplacar deputados federais e estaduais. Isso porque, mesmo aqueles que não atingirem o quociente eleitoral, havendo sobra de vagas, poderão preenchê-las. Nesta eleição de 2018 ainda está prevalecendo o voto proporcional e existem as coligações. No entanto, ainda assim, o partido que não atingir o quociente eleitoral poderá eleger deputados se sobrarem vagas. ?A partir de 2020, quando teremos eleições municipais, não será mais nesse sistema. Serão os 21 vereadores mais votados, que é o voto distritão. Na eleição geral de 2022, serão os 27 deputados mais votados. Não vai ter mais coligação, proporcionalidade. Nada disso?, informa Marcelo Bastos. ?Para esta eleição de 2018 houve uma modificação na questão das sobras de vagas. O quociente, porém, continua do mesmo jeito?, ele ressalta, ao explicar didaticamente como se dará a contagem. ?Nas sobras de vagas, mesmo quem não faz o quociente eleitoral poderá se eleger. Esta foi uma mudança importante para ajudar os partidos menores, como o PSOL, a Rede?, diz, ao lembrar que a modificação vale apenas para as eleições proporcionais, no caso deste ano, deputados federais e estaduais. ?Majoritária não. Senador, governador serão eleitos os mais votados?, observa.