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PSDB perde força com migração de prefeitos

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A revoada tucana começou bem antes do anúncio do prefeito Rui Palmeira (PSDB) de não disputar a eleição para o governo do Estado. Os tucanos, que elegeram 18 prefeitos em Alagoas, incluindo a capital e Arapiraca, segundo maior colégio eleitoral de Alagoas, viram o ninho encolher ano após ano desde as eleições de 2016, quando o partido começou a perder espaço nas prefeituras para o partido do governador Renan Filho, o MDB e legendas aliadas da base dele. Dos 18 eleitos, oito deixaram o PSDB. Do ano passado para cá, principalmente, foi como se um rolo compressor passasse com tudo, levando os gestores tucanos a pular de partido e desembarcar no grupo de Renan Filho. Situação que tende a se agravar com a decisão de Rui e as indefinições em torno de um palanque da oposição ao atual governo. Quem ainda tinha dúvida já não pensa duas vezes para mudar de partido e manter força política. Os prefeitos sabem que sem o apoio do governo, ainda que este afirme e reafirme ser republicano, difícil é garantir uma boa gestão. Daí, mudar de partido e apoiar quem está com maioria absoluta dos gestores, é a saída encontrada. Nem todos os prefeitos que saíram foram para o MDB, mas quem não foi filiou-se a partidos da base de Renan Filho, que vem minando o PSDB passo a passo. Saíram: Joãozinho Pereira, prefeito de Teotonio Vilela; Pauline Pereira, de Campo Alegre; Renato Rezende, do Pilar; Aldo Popular, de Porto Real do Colégio; Paula Santa Rosa, de Belém; Manuilson Andrade, de Colônia Leopoldina; Flávio do Chico da Granja, de Feira Grande e Henrique Vilela, de Porto de Pedras. Detalhe: Henrique é sobrinho do ex-governador Teotonio Vilela Filho, liderança maior do PSDB em Alagoas, e sobrinho do deputado federal Pedro Vilela.

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