Política
PSDB adia decisão sobre candidatura
Indefinido. É como segue o PSDB e, por tabela, o grupo que compõe com o partido em Alagoas. A expectativa era de que no último sábado, quando os tucanos se reuniram com os presidentes das demais legendas ? PP, PR, DEM e Pros ?, saíssem deliberações em torno de nomes para a eleição majoritária, principalmente um candidato para disputar o governo do Estado contra o governador Renan Filho (MDB), que segue para a reeleição sem adversário. Não houve, no entanto, nenhuma decisão. Saíram do encontro do jeito que iniciaram a reunião: na estaca zero. Uma outra reunião está marcada para o próximo fim de semana. Do PSDB, estavam presentes lideranças como os prefeitos de Maceió, Rui Palmeira, que é presidente estadual do partido, e o de Arapiraca, Rogério Teófilo, que tem sido citado como possível candidato da base tucana ao governo. O encontro aconteceu na sede do PP, no bairro de Jatiúca. A Gazeta apurou que nenhum nome foi apresentado, mas os tucanos disseram que irão intensificar as conversas para que um candidato do grupo seja lançado na disputa ao governo. ?Nada foi tratado em relação a nomes para cargos majoritários?, disse uma fonte à Gazeta. Também não teriam tratado sobre a possível candidatura do prefeito Rogério Teófilo, que comanda o segundo maior colégio eleitoral do Estado e, segundo a Gazeta apurou, dificilmente abriria mão do mandato para ?ir ao sacrifício? de disputar com Renan Filho numa eleição favorável ao governador, como avaliam especialistas em ciência política e os próprios adversários de RF. Rogério Teófilo, segundo ainda a Gazeta apurou, não cogita de forma alguma deixar a prefeitura. Também não admite ter recebido convite nesse sentido. Com a decisão de não concorrer ao pleito, anunciada no último dia 12 via redes sociais, o prefeito Rui Palmeira, mesmo sendo aclamado presidente estadual do PSDB, numa tentativa do comando do partido de fortalecê-lo para o cargo, acaba se afastando da liderança em puxar para ele a discussão eleitoral e as definições ?sobram? para Rogério Teófilo e para o ex-governador e ex-presidente da legenda Teotonio Vilela Filho, como apurou a reportagem da Gazeta. Enquanto os tucanos buscam, na diplomacia, uma solução que contemple a todos, os dirigentes de partidos aliados têm pressa. Sabem que não há tempo a perder e que a decisão para a majoritária é determinante também para os candidatos à proporcional. Buscam opções que podem resultar na debandada, inclusive para o grupo de Renan Filho. Com a janela partidária aberta até o dia 7 de abril, o que permite a mudança dos detentores de mandato para um outro partido sem risco de perda do cargo, a tendência é que aliados mudem de legenda para sobreviver na ?guerra? eleitoral.