Política
Fundo Eleitoral limita campanha de partidos
Com o fim do financiamento privado de campanha, os candidatos às eleições 2018 terão suas disputas bancadas quase que unicamente com dinheiro público. Os recursos devem vir do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, este último estimado em mais de R$ 1,7 bilhão, a serem distribuídos pelos 35 partidos existentes hoje no Brasil. Segundo estimativas de dirigentes das siglas, o MDB do presidente da República, Michel Temer, deve abocanhar a maior parcela, com aproximadamente R$ 234 milhões. Na sequência vem o PT com pouco mais de R$ 212 milhões e o PSDB com R$ 185 milhões e 800 mil. O menor valor, R$ 980 mil, ficará, cada um, com PCB, PSTU, PPL, PCO, PMB e Novo. Para além dessas fontes, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a doação de pessoa física aos concorrentes, incluindo eles próprios, mas com percentual limitado a 10% do rendimento bruto do ano anterior ao das eleições e com valor máximo de 10 salários-mínimos. Como forma de definir os gastos de campanha, o tribunal ainda estabeleceu teto de gastos de campanha aos candidatos, que vão de até R$ 70 milhões para quem for disputar a presidência da República à R$ 1 milhão para deputado estadual. A maior novidade é a possibilidade do candidato se utilizar de ferramentas de financiamento coletivo pela internet, o crowdfunding. Também está legalizado o chamado impulsionamento de conteúdo, realizado nas redes sociais por meio da área, como o Facebook. Por outro aspecto, se o uso da internet ganhou mais força para o pleito deste ano, a propaganda eleitoral no rádio e na TV foi reduzida de 45 para 35 dias, como forma de baratear as campanhas. No geral, o principal alicerce financeiro para as campanhas deste ano serão mesmo o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário, e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral.