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Disputa ao Senado é de indefinição política

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São duas vagas para o Senado Federal disputadas a ferro e fogo em Alagoas. O quadro ainda é de indefinição e queda de braço entre os pretensos candidatos. A situação assim deve permanecer até 7 de abril, quando termina o prazo para desincompatibilização para secretários e ministros, como exigência da lei. Além disso, nomes considerados ?fortes? na disputa desistiram, dando espaço para quem sequer era citado entre os prováveis candidatos. Situação que acabou embolando ainda mais o ?meio de campo?. É o caso, por exemplo, do ex-governador do Estado por dois mandatos e ex-senador por três vezes Teotonio Vilela Filho (PSDB), que em todas as pesquisas feitas recentemente estava bem situado e era um dos favoritos a ganhar a eleição. Desistiu e deixou seu grupo tucano ainda mais fragilizado. ?Era um nome muito forte da oposição. E todos imaginávamos que Teotonio Vilela Filho seria candidato ao Senado. E se fosse, não tenha dúvida que era um dos nomes mais fortes para concorrer a uma das duas vagas. A desistência dele sinalizou para Rui Palmeira [PSDB] que o grupo estava enfraquecendo. E isso foi um dos motivos que o levou a avaliar se valia a pena ser candidato ao governo do Estado?, afirma o analista em eleições, Marcelo Bastos. Enfraqueceu, portanto, a oposição também na disputa pelo Senado. Por outro lado, a decisão favoreceu ao grupo do governador Renan Filho (MDB). ?Vamos ter provavelmente algumas situações que só vão ser definidas até o dia 7 de abril, que é a data final para a tomada de decisão de quem é ou não candidato. Do lado do governador, que ficou numa situação bastante confortável com a desistência de Rui Palmeira, tem três nomes que se apresentam como sendo candidatos ao Senado?, Marcelo Bastos. E cita ?Renan Calheiros [MDB], candidato natural à reeleição. Pelo que vem desenhando nesses últimos dias, teremos ainda a candidatura de Maurício Quintella [PR], que diante da desistência de Teotonio Vilela e de Rui, percebeu que existe um vácuo para ele ser candidato. Além disso, sem a candidatura de Rui, o senador Benedito de Lira [PP] está sem palanque. Maurício Quintella observou esse espaço que ele pode percorrer e ser um forte candidato?, pontua.

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