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Mudanças no BNCC preocupam o Sinteal

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É com preocupação que o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) acompanha texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio, cuja última versão foi concluída e encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) na terça-feira, 3. ?Tem todo um caminho a percorrer. Não é aprovar um documento e no outro dia estar na sala de aula falando das competências. Este é um documento referência para um currículo, mas questionamos como vai ser essa transposição didática. Tem também o plano pedagógico da escola. Ou seja, o caminho é longo?, afirma Edna Lopes, diretora de Assuntos Educacionais do Sinteal e representante do magistério público estadual no Conselho Estadual de Educação. Ela lembra que a base é nacional, mas o conteúdo vai estar nos territórios. E diz: ?Se você não tem professor para fazer essa compreensão, essa transposição, a base vai ser inócua. Então, a gente se preocupou muito com isso, na fase de formulação da base, que deixou de fora muita coisa?, afirma Edna Lopes, ao dizer que a partir de 2019 a base será iniciada no currículo das escolas. Os currículos de forma alguma serão únicos, como lembra a educadora. ?Eles terão referências nacionais, mas jamais poderão ser únicos. Terão referências didáticas. Os estados terão um tempo para fazer as suas formulações. Chamamos a atenção que a base não cabe tudo. Nenhuma base é uma receita, uma cartilha, um formulário que você preencha e diga: vai ser desse jeito. Mas ela tem pontos centrais para que todos os currículos observem?, diz Edna Lopes à reportagem da Gazeta. A discussão, ressalta a representante do Sinteal, é antiga e em sua primeira versão deixou de fora pontos importantíssimos.

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