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Relator vota por manter pena a Toninho Lins

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O ex-prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, começou com o pé esquerdo o julgamento da ação penal ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL), que o denunciou por suposta fraude em processos licitatórios. Relator do caso, o juiz convocado Maurílio Ferraz votou pela condenação do gestor, durante sessão do Pleno do Tribunal de Justiça (TJ/AL), ontem pela manhã. O desembargador Tutmés Airan, porém, pediu vistas do processo, que deve voltar à pauta no dia 24 de abril. Ainda assim, Ferraz aproveitou para adiantar seu voto, favorável à condenação do ex-prefeito a 17 anos e quatro dias de prisão pelos crimes de desvio de bens públicos, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude em licitação. De acordo com o magistrado, cada delito foi cometido três vezes. Além de Toninho Lins, também respondem a processo ex-secretários, ex-servidores municipais e assessores da prefeitura à época. Devido ao foro por prerrogativa de função, porém, a ação foi desmembrada, com os demais submetidos ao crivo da 17ª Vara Criminal da Capital. As irregularidades cometidas pelo grupo, conforme a denúncia, foram encontradas em três licitações: uma destinada à locação de caminhões para limpeza de fossas em escolas; outra para limpeza de caixas d?água e cisternas de unidades escolares, postos de saúde e demais prédios públicos; e a última para a aquisição de material elétrico para a Secretaria de Obras.

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