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Nova operação da PF mira fantasmas na ALE

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Arapiraca ? A Operação Malacafa ? que significa ?armação? ?, deflagrada ontem pela Polícia Federal, é um desdobramento da Operação Sururugate, que investiga o desvio de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), de acordo com o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Agnaldo Mendonça Alves. Foram cumpridos um total de 11 mandados de busca e apreensão no município de Batalha, dois em Jacaré dos Homens e mais um em Maceió. A ação, que foi executada por 60 agentes da PF no início da manhã, apreendeu documentos e mídias que podem comprovar o desvio de recursos públicos com a inserção de ?laranjas? de deputados na folha de pagamento da ALE. Ainda em Batalha, foi apreendida a quantia de R$ 20 mil com um dos alvos dos mandados, e outro foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, depois que os policiais encontraram na casa dele uma espingarda calibre 12 com o cano raspado. ?A Operação Sururugate investiga a existência de funcionários fantasmas na ALE e esta ação busca mais elementos para provar isso?, afirmou o delegado, que negou que os mandados cumpridos em Batalha possuem relação com a denúncia feita por José Márcio Cavalcante de Melo, o ?Baixinho Boiadeiro?, que, atualmente, está na condição de foragido da Justiça. Em entrevista para a imprensa, Alves disse que os investigados na Malacafa terão os nomes mantidos sob sigilo, mas revelou que alguns deles ocupam cargos de vereador no Sertão. O delegado informou, ainda, que, nesta fase das investigações, deputados estaduais poderão ser convocados para prestar esclarecimentos sobre o expediente dos assessores e não está descartada a possibilidade de a PF encaminhar à Justiça pedidos de prisões preventivas.

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