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Estado teme quebrar acordo com a União

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As lideranças da maioria dos 40 mil servidores estaduais da ativa se movimentam e pressionam o governo estadual por aumento salarial. Os cabos e soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar querem isonomia do teto salarial dos coronéis, que hoje é equiparado ao de delegado da Polícia Civil, que recebem R$ 29 mil. Na prática, os militares reivindicam reposição salarial de 17,63%. Por outro lado, o governo precisa cumprir o trato com a União assumido quando assinou o acordo de renegociação da dívida de Alagoas e se comprometeu a manter o equilíbrio fiscal. Pelo acordo, Alagoas não pode dar aumento salarial pelos próximos dois anos. Em troca, o Estado conseguiu reduzir o valor da dívida, obteve prazo de carência por dois anos para voltar a pagar a dívida reduzida e conseguiu o parcelamento do débito por 30 anos. A dívida do Estado com o governo federal passava dos R$ 10 bilhões e caiu para R$ 6 bilhões. O acordo de ajuste fiscal impede aumento salarial acima da inflação. O Estado volta a pagar o parcelamento da dívida em junho. Mesmo assim, o Executivo não fechou a porta para as reivindicações de aumento salarial dos servidores e acena com a possibilidade de reajuste, porém, menor que 6,5%, concedido no ano passado. Antes do tensionamento, ofereceu uma proposta de aumento de 4%. AJUSTE FISCAL Por conta do ajuste fiscal feito nos últimos três anos, o Estado hoje consegue manter o pagamento do funcionalismo e de credores em dia e faz investimentos significativos na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura com recursos próprios. O secretário da Fazenda, George Santoro, um dos mentores do maior ajuste fiscal já promovido nas contas do Executivo alagoano, explicou que, depois da arrumação fiscal forte, o governo entra no quarto ano de gestão com as contas equilibradas. O governador Renan Filho (MDB) assumiu a máquina pública em situação fiscal ruim. Havia problemas administrativos nas contas públicas e relevante deficit fiscal. ?Hoje, as contas estão equilibradas?. O secretário considera ?equilíbrio? administrativo a gestão que paga servidores e fornecedores, consegue adotar política de aumento para os servidores e fazer investimentos com recursos próprios, o que é um fato inédito na administração estadual dos últimos 30 anos. Mas isso não quer dizer que tudo está em ordem do ponto de vista econômico--financeiro. ?A gente ainda vive um processo de recuperação. O Estado assumiu um compromisso durante a renegociação da dívida com o governo federal de ficar dois anos sem aumentar seus gastos correntes?, explicou George Santoro.

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