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‘AL está no limite da LRF’, diz Sefaz

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Como será a política de aumento salarial dos servidores? O secretário George Santoro repetiu: ?O governo de Alagoas não pode aumentar a despesa total?. A arrecadação mensal gira em torno de R$ 700 milhões brutos. A folha dos 40 mil servidores da ativa está em R$ 280 milhões/mês. ?As nossas contas estão calibradas. Não tem folga. Quer dizer, o Estado se arrumou e vive hoje com o seu tamanho de receita. O gasto é compatível com a arrecadação?. As categorias de servidores, como as dos policiais, não pensam assim. Cobram reajuste salarial de 17% a título de recomposição de perdas e equiparação com outras categorias. O que essas categorias podem esperar? ?Precisamos que os servidores olhem o que aconteceu no resto do País. Vários estados, que estão sem pagar salários ou parcelando os vencimentos, têm as contas bloqueadas pela União porque não estão pagando as obrigações, alguns estão atrasando obrigações contratuais, não repassam dinheiro para os municípios?, destaca Santoro, referindo-se aos recursos do Fundo de Participação dos Municípios. ?Para o Estado de Alagoas ficar numa situação ruim, basta tomar uma decisão econômica errada. A conta não vai demorar a chegar. Já vivemos uma situação dessa no passado e não foi bom para ninguém?, destaca. Ele lembrou a gestão do governo Divaldo Suruagy, que concedeu reajuste a servidores e depois não conseguiu pagar e ficou até 11 meses de salários atrasados. Ao explicar o que definia como ?decisão econômica errada?, o secretário disse ainda que se referia a uma concessão de reajuste salarial acima das condições reais de pagamento do Estado. Isso onera a folha. ?A folha de pagamento tem que ser do tamanho da capacidade de pagamento do Executivo?. Até o momento, as concessões de reajustes salariais obedecem à capacidade real de pagamento, assegura o secretário. ?A gente não faz a conta para o mês corrente nem para o mês seguinte. O planejamento é feito pensando na gestão atual e na próxima gestão. Manter sempre o Estado viável hoje e amanhã é o objetivo. Estamos mantendo a saúde fiscal sempre melhor para o ano seguinte?. Ele voltou a lembrar que os recursos arrecadados do contribuinte não podem ser apenas para pagar a folha dos servidores. ?Os recursos arrecadados são para prestar serviço à população e pagar a folha do funcionalismo, é isso que o contribuinte quer?.

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