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Militares rejeitam 10% e apertam o governo

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Horas depois de o governador Renan Filho (MDB) afirmar, em entrevista à imprensa, que o Estado só tem condições de conceder 10% de reajuste aos militares, milhares de soldados, cabos, capitães e coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros reuniram-se em frente ao Palácio República dos Palmares, no Centro da capital, para rejeitar a proposta do Executivo e anunciar que, agora, querem reajuste de 29%, o mesmo concedido a outras categorias. ?O argumento do impacto na folha de pessoal não nos convence. Queremos tratamento isonômico. Se os delegados de Polícia Civil vão receber 29% de reajuste, queremos o mesmo. Nossa responsabilidade também é muito grande. Diariamente, também expomos nossas vidas a inúmeros riscos. Não somos diferentes dos demais?, afirmou a tenente-coronel Camila Paiva, atual presidente da Associação dos Bombeiros Militares de Alagoas. Representante de 1.800 bombeiros militares, Camila Paiva avisou à Gazeta, quando questionada sobre um possível aquartelamento da tropa, que qualquer ?medida radical? só será tomada ?se o governo fechar o canal de negociação?, o que não teria acontecido até então. ?Não podemos aceitar esse reajuste de 10%, dividido em quatro parcelas. Não somos subcategoria?, disparou Camila Paiva. Para o tenente-coronel José Cláudio, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), ?falta boa vontade? por parte do governo. ?Um ano depois do início da negociação, fica impossível aceitar apenas os 10% propostos. É falta de boa vontade. A gente quer tratamento igual ao dispensado a outras categorias?, avisou, numa referência aos agentes penitenciários, aos policiais civis e aos delegados de polícia. Ele reforçou que Alagoas conta, atualmente, com 6.373 policiais militares. Somados aos 1.800 bombeiros, têm-se efetivo militar de 8.173 militares. Em sua avaliação, esse quantitativo é muito abaixo dos 12.350 previstos em lei. ?Até o início da década de 1990, o efeito era adequado. Depois, começou a cair. Decresceu demais?, relembrou o oficial, para quem policial militar em Alagoas ?ganha menos do que merece?. Militares se reúnem em frente ao Palácio República dos Palmares e dizem ?não? à oferta do governo. FOTO: AILTON CRUZ

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