Política
Ficha-suja será banido das eleições pelo TSE
O Tribunal Superior Eleitoral está determinado a afastar do processo de outubro os políticos conhecidos como ?ficha-suja?. Também haverá ações enérgicas contra mentores das notícias falsas, que viraram arma de guerra nas campanhas eleitorais e é muito usada por políticos inescrupulosos para ?detonar? os adversários. A suprema corte eleitoral promete adotar os rigores da lei para evitar a corrupção no processo. Uma força-tarefa está sendo articulada inclusive nos tribunais regionais para garantir eleições limpas. O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, desde a posse avisa aos presidentes dos TREs que ?ficha-suja está fora do jogo democrático?. E não é só os candidatos ?fichas-sujas? que estão na mira do TSE. A Corte quer empenho na criação de mecanismos para o combate efetivo às fake news que povoam as redes sociais. ?A atuação proativa do Tribunal Superior Eleitoral estará alicerçada em pilares fundamentais: aplicar sem hesitação a Lei da Ficha Limpa nas eleições, combater os procedimentos artificiais das fake news. A Justiça Eleitoral, como mediadora do processo político sadio, será irredutível na aplicação da Lei da Ficha Limpa, conquista popular que introduziu, na ordem jurídica, um instrumento conducente [capaz de conduzir] o Brasil a um patamar civilizatório ótimo?, disse o presidente do TSE, deixando claro no discurso de posse na presidência do TSE. Ao motivar os 144 milhões de eleitores brasileiros (segundo o TSE, nas eleições municipais de 2016, votaram 144.088.912), o presidente da Suprema Corte eleitoral do País também destaca que a corrupção será severamente punida para que os atuais problemas do Brasil, que desfilam nas manchetes de jornais e nos noticiários, representem uma visão longínqua da história. Afirmou ainda que ?queremos um novo Brasil e vivê-lo como pátria amada significa olhar para o futuro com um novo despertar cívico da alma brasileira. E uma pessoa corrupta, uma pessoa improba e uma pessoa antiética na vida pregressa não conduz o País para um novo futuro. Conduz o Brasil ao atraso e a degradação?, acredita o ministro.