Política
Eleitores devem evitar passar notícias falsas para frente
O combate às notícias falsas enseja, desde já, vários tipos de providências para identificar e punir os autores. Esta é uma das decisões dos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que estiveram reunidos na cidade de Bento Gonçalves (RS). O presidente do TRE de Alagoas, desembargador José Carlos Malta Marques, revelou que a Justiça Eleitoral não descarta a criação de comissão especial e uma força-tarefa para garantir a aplicação da legislação e eleições limpas. A notícia falsa é crime. O envolvido será processado criminalmente e, se condenado, poderá cumprir pena de prisão. Se for candidato, terá outras sanções previstas na legislação eleitoral, avisou o desembargador José Carlos Malta, ao admitir que o envolvido pode ser impedido de participar do pleito. ?Com relação às fake news, o que mais nos chama a atenção é a velocidade da circulação da notícia. Os envolvidos com esta ação criminosa utilizam o mecanismo da inteligência artificial, que criam robôs encarregados de proliferar o crime. Os robôs são capazes de emitir notícia falsa a cada três segundos?, disse o presidente do TRE/AL, que já começou a trabalhar aqui no Estado no sentido de prevenir os 2,1 milhões de eleitores (em 2016, o TRE contabilizou 2.146.520 eleitores) contra este tipo de ação.