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Líderes comunitários contam como os políticos os assediam

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As supostas ?lideranças? ligadas às intermediações de interesses dos políticos e dos eleitores de Alagoas são figuras conhecidas nas comunidades onde atuam. Algumas revelaram para a Gazeta como funcionam os ?esquemas? para conseguir votos e vendê-los. No interior, segundo esses ?cabos eleitorais?, prevalece o assistencialismo com cestas básicas distribuídas regularmente para manter o eleitor cativo. Nos bairros pobres de grandes cidades, além de cesta básica, tem ajuda financeira para comprar remédios, óculos, pagamento de contas de luz. Quando tem apoio de políticos com estrutura, os ?líderes? comunitários conseguem atendimentos em clínicas médicas que só funcionam em período eleitoral. A compra do voto costuma ocorrer na semana antes do pleito, revelou um desses cabos eleitorais. Em Maceió, a maioria dos ?líderes comunitários? ronda as portas dos Poderes Legislativos, órgãos da prefeitura, do governo do Estado e outros estabelecimentos frequentados pelos políticos. A Gazeta conversou com dez desses líderes. Cinco frequentam diariamente a Câmara Municipal de Maceió e assediam vereadores com frequência. A reportagem da Gazeta gravou algumas entrevistas. Por questão política e legal, o jornal não vai publicar os nomes dessas ?lideranças? e de seus envolvimentos. Entretanto, o leitor vai saber como costumam atuar. Um dos que dizem trabalhar nas comunidades de Guaxuma, Jacarecica, Garça Torta e Ipioca, todas no Litoral Norte da capital, não nega que nunca presidiu ou fez parte de nenhuma associação de moradores da área. ?O meu papel é trazer a reivindicação das comunidades para os políticos. No período da eleição, peço voto para os que me ajudam. Em troca, consigo recursos para me manter, porque, no momento, estou desempregado?, confessou. Apesar de dizer que é ligado a vários políticos, o suposto ?líder? de eleitores não conseguiu realizar o antigo sonho: ser funcionário público. Diz que já começou a ser assediado por pessoas que pretendem se candidatar nas eleições de outubro. ?As pessoas me procuram porque tenho prestígio nas nossas comunidades. Neste momento, os pré-candidatos nos fazem muitas promessas e aí a gente analisa?.

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