Política
Comissão de militares vai analisar contas
Ontem, após mais uma rodada de negociação, sem êxito, as lideranças do Movimento Unificado dos Militares decidiram verificar se, como alega o governo, o Estado não dispõe de condições financeiras para atender a reivindicação salarial de oficiais e da tropa. Assim, criaram uma comissão técnica, formada por PMs especialistas em contabilidade e economia, que também incluirá funcionários da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), para fazer um levantamento das contas. Os resultados da análise de todas as questões financeiras e fiscais citadas nas negociações serão apresentados amanhã, 26, em nova reunião. No encontro de ontem, o governo apresentou uma terceira proposta: ofereceu 12% para cabos e soldados, e 10,33% para as patentes de sargento a coronel, índices que serão implantados até 2022. Segundo o secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, nenhum aumento pode passar de 4% antes de outubro de 2019. ?Nem cogitamos marcar uma assembleia. Essa proposta é a mesma já apresentada, e rejeitada por unanimidade. Os militares, que antes cobravam 29% de reajuste, aceitam discutir os 12%, desde que seja de uma só vez, até o mês de janeiro de 2019?, revelou o presidente da Associação dos Oficiais Militares (Assomal), coronel José Cláudio (foto). Segundo ele, ?as associações demonstram vontade e disponibilidade de negociar recuando em 17%?. A nova proposta do governo não foi bem recebida pelas lideranças militares. Dirigentes das associações dos Oficiais Militares, dos Cabos e Soldados (ACS), e dos Bombeiros Militares (ABM/AL) entenderam a oferta como uma tentativa de dividir a categoria. ?Praticamente não tivemos avanço, pelo contrário, o que houve foi uma proposta que divide a tropa e enfraquece o movimento?, disse, em nota, a Assomal.