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Militares rejeitam reajuste em 4 anos

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Mobilizados há quase um mês, oficiais e a tropa da Polícia Militar de Alagoas rejeitaram, ontem, mais uma proposta do governo para fazê-los voltar a atuar em clima de normalidade. Querendo o mesmo reajuste dado aos delegados e policiais civis, os militares fazem uma espécie de operação-padrão, como forma de pressionar o governo a atender suas reivindicações. Em mais uma assembleia, que levou centenas de militares da capital e do interior ao portão frontal do Palácio República dos Palmares, no Centro, em Maceió, as classes da PM rejeitaram a proposta de 12% de aumento, divididos em quatro parcelas. ?Sabemos que o governo tem condições de implantar os 12% de uma única vez, já em 2019. Então não faz sentido prolongar esse aumento?, disse o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), coronel José Cláudio Santos. O oficial informou que estudos feitos por militares com formação em finanças e técnicos contábeis contratados pelas associações de classe revelaram que a ?segurança fiscal? usada pelo governo como justificativa para não reajustar os salários da PM não se sustenta. Na análise dos números, de acordo com as associações, os técnicos constatam que é possível o Estado conceder 12% de uma só vez para toda a tropa. Porém, a proposta apresentada pelas associações foi de parcelar o percentual em duas vezes, sendo 6% em 2019 e os outros 6% em 2020. O cabo afirmou que o estudo revelou fatos surpreendentes sobre a folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. ?Não dá para entender, por exemplo, como entre 2014 e 2017 a folha teve um aumento de R$ 1 milhão. Só R$ 806 mil foi acréscimo registrado em 2016?, disse ele à reportagem da Gazeta. O coronel José Cláudio revelou que os dirigentes das entidades se reuniram na última sexta-feira, 4, com o secretário de Segurança Pública, Paulo Domingos Lima Júnior, que lhes apresentou a proposta de 12% de reajustes, sendo 5% a serem pagos em 2019, 5% em 2020, e os 2% restantes pagos em 2021 e 2022. ?Em nenhuma hipótese a tropa vai aceitar parcelamento em quatro vezes?, declarou. A declaração foi confirmada pouco depois, quando as centenas de militares reunidos na Rua Cincinato Pinto, que foi bloqueada para a assembleia dos integrantes da PM alagoana, ergueram os braços rejeitando, unanimemente, o reajuste parcelado. Antes da votação, as lideranças dos oficiais e dos sargentos, subtenentes, cabos e soldados, da PM e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM/AL) fizeram discursos chamando todos a intensificarem a mobilização. Militares voltaram a se reunir em frente ao Palácio do Governo para decidir. FOTO: AILTON CRUZ

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