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Política

Vereadores se envolvem em elei��o de conselho

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MARCOS RODRIGUES A eleição dos Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente envolveu não só veículos e militantes de partidos políticos, mas também vereadores. O assunto ganhou o plenário da Câmara e foi tratado com naturalidade. Nenhum vereador entende como falta de ética a interferência, voluntária ou não num processo eleitoral. Os candidatos derrotados não entendem assim e protocolaram um pedido de anulação do processo eleitoral. Para o grupo a eleição contou com ingerência do poder público em favor de candidaturas ligadas ao governo municipal. Todo os fatos serão apurados pelo Ministério Público. Mas na Câmara os vereadores tentaram amenizar a polêmica. O vereador Robert Manso (PTB) chegou inclusive a usar a tribuna para revelar que ajudou pelo menos a dois candidatos, ex-alunos seus. ?Na região do bairro do Tabuleiro ajudei a dois candidatos conhecidos meus. Fui, inclusive, de casa em casa pedir votos?, revelou Manso. O vereador Marilúzio de França Moura (PL) soube da eleição de sua irmão na região II no bairro de Cruz das Almas, mas disse não ter tido a mínima influência. ?Ela já é envolvida com a igreja. Eu mesmo não tenho nada a ver com isso?, disse, justificando que no dia da eleição estava fora da capital. Conselho Os conselhos tutelares servem para fiscalizar e fomentar a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles funcionam como um elo entre as crianças e o Estado. O critério de escolha por eleição só acontece na capital Maceió. Atualmente, quem consegue se eleger no conselho recebe uma quantia de R$ 1.000. O mandato é de dois anos, podendo ser reeleito pelo voto direto. Mas o que deveria ser um processo espontâneo pode ter se transformado em mais um espaço de política partidária. Segundo o vereador Judson Cabral (PT) teve candidato que gastou o eqüivalente a uma candidatura de vereador. ?Nós estamos dando apoio à ação do Ministério Público?. O promotor Dilmar Camerino, do Ministério Público, analisará as imagens que mostram a presença de veículos em locais de votação e a participação de candidatos ligados a políticos ou órgãos municipais.

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