Política
Crescem taxas de jovens que não estudam em Alagoas
A taxa de analfabetismo caiu em Alagoas, mas cresceu o número de jovens com idade entre 15 e 29 anos que não trabalham nem estudam ou se qualificam. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dois grupos, o da geração ?nem-nem? e o dos analfabetos, Alagoas tem as maiores taxas do País. A PNAD Contínua compara o desempenho do estado nos anos de 2016 e 2017. Em 2016, o índice de pessoas com mais de 15 anos que não sabiam ler e escrever era de 19,4% e em 2017 caiu para 18,2%. A redução não foi suficiente para tirar o Estado do topo da lista, que traz na sequência o Maranhão (16,7%) e o Piauí (16,6%). As unidades da federação com o menor percentual foram Distrito Federal e Rio de Janeiro, empatados com 2,5%. O país fechou 2017 com 7% de analfabetos com mais de 15 anos, ainda fora da meta de redução fixada para 2015. Das regiões brasileiras, o Nordeste tem a maior taxa de analfabetismo, 14,5%, seguido do Norte (8%), Centro-oeste (5,2%), Sudeste (3,5%) e Sul (3,5%). Em relação aos jovens que não trabalham e nem estudam, a alta em Alagoas foi de 4,5%. Eram 31,2% em 2016 e passou para 35,7% no ano seguinte. O Estado também encabeça a lista dos piores desempenhos no País, seguido por Maranhão (31,5%) e Ceará (29,4%). O menor índice da geração ?nem-nem? foi registrado em Santa Catarina, 14,3%. No Brasil, são 23% dos jovens com idade entre 15 a 29 anos.