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Rui tenta empréstimo do BB para novas obras

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O projeto de lei que autoriza o Poder Executivo municipal a contratar operações de crédito junto ao Banco do Brasil foi aprovado pela Câmara Municipal de Maceió na semana passada. O Legislativo deu o aval para que o município contrate empréstimos até o valor de R$ 35 milhões, destinados à aquisição de bens a serem usados no Programa de Urbanização de Maceió. Foi a saída que encontrou para viabilizar as contrapartidas do Programa de Revitalização Urbanística em Bairros de Maceió (Reurbolan), a ser financiado pela Corporação Andina de Fomento (CAF), e do Programa de Requalificação Urbana da Orla Lagunar de Maceió, que será financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Após várias tentativas, e uma queda de braço que envolveu o Tribunal de Contas do Estado (TC), a Prefeitura de Maceió recebeu do Tesouro Nacional a palavra final de que o município não está apto a contrair empréstimo de US$ 70 milhões junto à CAF e US$ 63,3 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A negativa da União veio depois de análise da capacidade de pagamento do município pela Coordenação-Geral de Operações de Crédito de Estados e Municípios (Copem), que classificou a capital como de risco alto para realizar a operação, com nota C, a menor do ranking do Tesouro Nacional. Ao não garantir a concessão de empréstimo, a prefeitura viu cair por terra a execução dos projetos prometidos e repetidos em discursos de campanha pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB), principalmente obras nos bairros da capital que abarcariam o montante pleiteado ao mercado internacional, entre eles a revitalização da orla lagunar. Mas o prefeito não se deu por vencido. Foi buscar uma alternativa que assegure que os projetos saíam do papel e as obras sejam implementadas. Sabe da importância não apenas para a cidade, mas política, já que todos eles estão no programa de governo do chefe do Executivo municipal, reeleito com a promessa de investir em obras estruturantes. Há pouco mais de cinco meses das eleições federais, o prefeito e o grupo que dá sustentação à base tucana sabe que a viabilização desses projetos pode ser a garantia de que o partido consiga emplacar nas urnas candidaturas locais, como é o caso de Rodrigo Cunha (PSDB), pré-candidato ao Senado, e bancar o palanque em Alagoas do presidenciável Geraldo Alckmin à presidência da República. Não à toa, a maioria das ações previstas são obras que dão visibilidade.

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