Política
Militares aceitam proposta de reajuste
Mesmo claramente divididos, militares alagoanos aprovaram ontem, por maioria simples, a proposta do governo para encerrar o movimento que tirou das ruas a Força Tarefa e reduziu o contingente de policiais no programa Ronda nos Bairros. Na assembleia realizada na sede da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), na praia da Avenida, em Maceió, expressiva parte da tropa, tanto soldados, cabos e sargentos, quanto oficiais, votou contra a proposta, defendendo o recrudescimento da mobilização. Os que votaram contra a aprovação da proposta sugeriram que as entidades militares levassem à mesa de negociação a contra-proposta de 12% de aumento, só que em apenas duas parcelas. Depois de várias reuniões com as associações militares, o governo propôs reajuste de 12%, parcelados em três anos, sendo 5% em 2019, outros 5% em 2020, e os 2% restantes em 2021. ?Essa não foi a proposta ideal, mas representa um avanço expressivo nas nossas reivindicações. Garantimos 12% de reajuste, mesmo que divididos em três anos, mas também a correção inflacionária nesse período?, argumentou o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), coronel José Cláudio Santos. Segundo ele, o movimento que os militares realizaram foi vitorioso, trazendo ainda conquistas sociais importantes. Com a aprovação da proposta, termina o movimento legalista que os integrantes da Polícia Militar (PM/AL) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM/AL) realizaram por quase um mês e meio. Iniciado em 11 de abril último, a ação dos militares reduziu o patrulhamento ostensivo, já que soldados, cabos, sargentos, subtenentes e oficiais só estavam indo para às ruas com viaturas e armamentos que atendem às normas do sistema nacional de segurança pública. O serviço da Ronda nos Bairros, que é feito por policiais de folga e por militares inativos, também foi reduzido pela mobilização, instrumento de luta que as entidades de classe da PM e do CBM usaram para obrigar o governo a atender suas reivindicações. Depois de oferecer reajuste de 10%, escalonado em quatro anos, sendo 4% em 2019 e 2% nos anos seguintes, o governo do Estado voltou atrás e aumentou o índice, que agora é de 12%.