Política
Marcação de exames é entrave para pacientes
A via-crúcis de Isaías Santos Matins, 52, que trabalha com informática, começou em 2011, quando descobriu, a partir de um exame de rotina, um tumor no rim. Ele conta que o tratamento recomendado foi cirúrgico, uma nefrectomia ou retirada total do órgão. Um ano depois foi localizada neoplasia parcial no rim direito. Como não conseguia marcar os exames, entrou com processo judicial via Defensoria Pública. ?Como era câncer, o médico estava pedindo uma tomografia, que é um pouquinho mais fácil de conseguir do que ressonância. Só que como eu tinha só um rim e esse rim estava correndo risco, eles começaram a solicitar ressonância, já que a tomografia por contraste pode fazer mal. Acontece que ressonância é muito caro e normalmente demora para conseguirmos marcar. Então eu tive que recorrer à Justiça, pela Defensoria, porque o Cora não estava marcando?, conta Isaías.