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Renan ganha a��o movida por acusa��o de tortura

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Brasília ? A Quarta Câmara do Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu, hoje, arquivar ação movida pelo delegado da Polícia Federal João Batista Campelo contra o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Campelo cobrava na Justiça reparação por danos morais contra o senador alagoano por ele ter dito, em junho de 1999, que ?não nomearia um torturador para a Polícia Federal?. Na época, o senador alagoano era ministro da Justiça. Campelo havia sido indicado pelo general Alberto Cardoso para diretor-geral da PF, mas denúncias de que ele teria praticado tortura na época da ditadura militar vieram à tona, tornando insustentável a sua permanência no cargo. Pau-de-arara Uma das denúncias contra Campelo partiu do ex-padre José Antônio Monteiro, professor de filosofia em uma faculdade privada de Maceió. Ele contou que foi preso em julho de 1970 no interior do Maranhão, na cidade de Urbano Santos. Levado para São Luís, ficou 20 dias encarcerado e passou por sessões de tortura. ?Quando fiquei detido, fui torturado por um agente que cumpria ordens de Campelo, que assistia às agressões. Uma vez, o próprio Campelo ajudou a me pendurar no pau-de-arara?, relata o ex-padre. Campelo, entretanto, sempre negou as denúncias. Mas o ex-padre apresentou na época da indicação do delegado duas testemunhas para comprovar a sua versão. Uma delas é Xavier Gilles de Mauprou D?Ableiges, bispo católico da cidade de Viana, no interior do Maranhão. O outro testemunho é de Antônio Batista Fragoso, hoje bispo aposentado em João Pessoa, na Paraíba. Ambos disseram ter visto o ex-padre sair da cadeia com marcas de tortura no corpo.

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