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Eleição deste ano já reflete disputa do pleito de 2020

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Pode parecer distante, mas quem lida com política sabe que dois anos é um período curto para projetar nomes e dar visibilidade a um candidato. Mais ainda: que o resultado de uma eleição pode ajudar a definir o próximo pleito. De olho em 2020, grupos políticos se organizam para chegar bem preparados no processo e fazer a diferença. Muitos até vão lançar candidatos para o pleito de outubro próximo, mas a intenção e os olhos estão voltados mesmo é para as eleições municipais. Quem ainda caminha para construir um nome e se apresentar ao eleitor como uma alternativa dedica ainda mais tempo no trabalho de projeção da candidatura. Sabe que surgindo e se fortalecendo no cenário político este ano, terá mais chance de, em 2020, conseguir pelo menos se aproximar da possibilidade de vitória na urna. Daí, nomes pouco conhecidos começam a surgir como pré-candidatos aos cargos majoritários e proporcionais. Professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a cientista política Luciana Santana avalia como se dão as definições na política e o que representará a eleição 2018. ?A eleição estadual [2018] pode impactar o desenho da eleição municipal seguinte [2020], que por sua vez poderá impactar a eleição estadual na sequência [2022]. As regras eleitorais e formato das eleições seguem essa dinâmica. O que fará diferença no impacto, positivo ou não, são os atores que estarão nas disputas?, explica a especialista. Segundo ela, ?os candidatos que saírem bem nas eleições e fizerem um bom início de mandato no âmbito federal, especialmente no Senado ou Câmara dos Deputados, poderão se tornar atores protagonistas nas eleições de 2020. Seja como candidatos ou como apoiadores decisivos?, diz. Nesta situação, ressalta Luciana Santana, ?cabe aos partidos adotarem estratégias eficientes para eleger nomes que se destacarão positivamente tanto no cenário nacional quanto estadual?. Ela lembra que ?ainda não é possível vislumbrar nomes que se projetarão de fato. A oposição à reeleição ao governo do Estado sequer chegou ao consenso de um nome para a chapa. Rui [Palmeira, prefeito de Maceió ? PSDB] errou no timing de decidir não ser candidato, está demorando a conduzir o processo de definição de um nome que represente o partido ou a chapa. O partido perdeu força entre prefeitos no interior do Estado?, observa a cientista política, ao falar sobre a decisão de Rui de, que é presidente do PSDB no Estado e para quem se voltavam todas as expectativas de que fosse disputar o governo contra o governador Renan Filho (MBD), de não concorrer e também não definir até agora quem será o candidato da oposição.

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