Política
Fundo eleitoral não inibe caixa 2
No pleito passado, só para se ter uma ideia, alguns de nossos deputados federais eleitos gastaram muito para representar Alagoas. Os números foram generosos. Quem mais gastou foi o deputado federal Pedro Vilela do PSDB (R$ 1.897.203,51), seguido de Arthur Lira do PP (R$ 1.534.007,44 ) e Cícero Almeida, eleito pelo PRTB e hoje no PHS (R$ 362.440,40). Destes, apenas Almeida não é candidato à reeleição. Vai disputar vaga para a Assembleia Legislativa. Vilela e Lira irão encarar as novas regras e tentar voltar para Brasília (DF). A Gazeta conversou com alguns marqueteiros que atuaram em eleições no último pleito. Por conta da visibilidade, em alguns casos negativa, que a atividade ganhou no País, eles optaram por não terem seus nomes revelados. Nossa principal dúvida era saber como as atuais regras definidas para o pleito poderiam atrapalhar os candidatos. Dos três profissionais consultados, todos acreditam que de algum modo haverá ?caixa 2?, ou seja, a injeção de dinheiro não contabilizado. Quanto às fontes, porém, não sabem dizer ao certo, mas acreditam que algumas empresas, ligadas a segmentos econômicos, deverão manter apoios financeiros. ?Como não pode ser feito por depósito oficial, mas sim doação individual, acredito que nada impede que pulverizem isso com pessoas físicas?, acredita um dos ouvidos. Outro profissional acredita que o caminho será por meio do próprio candidato. Ou seja, o que tem recurso faz a aplicação no processo e depois será ressarcido. ?Quando vi que alguns caciques queriam evitar que o investimento pessoal fosse proibido fiquei com a pulga atrás da orelha. Depois de mantido ficou claro que seria uma forma do próprio candidato se autofinanciar e depois receber isso?, sugere.