Política
Partidos tentam cumprir cotas para mulheres
A questão da cota partidária para a representação com 30% dedicada a candidaturas femininas vem sendo administrada pelos partidos. Fruto do debate na sociedade sobre a participação da mulher na política, foram as organizações de defesa da causa quem conseguiram pressionar o Congresso ao longo dos anos. Algumas legendas como o PT, PC do B, mas também o MDB e PSDB já viam nisso uma forma de tentar garantir representatividade feminina nas duas casas: Câmara e Senado. Com a nova legislação, além de garantir a presença feminina, as legendas também precisam repassar os recursos do Fundo Partidário para as respectivas campanhas. Efetivamente, a ideia é evitar que as legendas criem candidaturas ?fantasmas?. Durante a semana, a reportagem teve a chance de conversar com o presidente do Diretório Estadual do PT, Ricardo Barbosa, que ao exemplificar o processo de escolha interno do nome da futura secretária Estadual da Mulher, Maria José da Silva, já vivenciou um processo de debate. Ele lembrou que a questão da representatividade de gênero faz parte do partido há mais de duas décadas. Já teria nascido com o PT e se consolidado ao longo dos anos. Essa raiz ideológica da legenda vale para as discussões internas, bem como para os mandatos eletivo de todos os níveis. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), a Gazeta também ouviu o líder do PMN em Alagoas, deputado Francisco Tenório. Ele confirmou a relevância da medida e que o partido, no momento, já trabalha o nome de sua filha Olívia Tenório (ex-PDT) para a disputa na Câmara dos Deputados. ?Mas ainda existe muita dúvida sobre a aplicação dos recursos. Desse dinheiro, 30% do Fundo Eleitoral vai mesmo para as candidatas e acho legal. É a forma de viabilizar a candidatura. Aqui no PMN temos a Olívia, mas precisamos saber se teremos estadual também?, disse Tenório. Ele também disse ter dúvida sobre como o dinheiro será repassado. O detalhe é saber se vai ser dirigido diretamente para a conta da candidata ou será repassado pelo partido, localmente. A única certeza, porém, é que o dinheiro só começará a circular após o registro das candidaturas. ?No momento só pode haver arrecadação por meio de vaquinha virtual. Ainda assim, o dinheiro ficará parado e só pode ser usado se houver confirmação em convenção. Se não, deve ser devolvido aos doadores?, disse Tenório.