Política
Parlamentares saem em apoio à Eletrobras
Os trabalhadores da Eletrobras Distribuição Alagoas conseguiram, na manhã de ontem, um importante apoio de parte da bancada federal alagoana contra a privatização da empresa. De acordo com o edital lançado na última sexta-feira, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a venda deve ocorrer no dia 26 de julho, com preço inicial de R$ 50 mil. Em vídeo, dois dos nove deputados federais, Paulo Fernando dos Santos (Paulão ? PT) e Givaldo Carimbão (Pros) se manifestaram radicalmente contra o processo e garantiram fazer intervenções no plenário da Câmara dos Deputados contrárias ao leilão. Segundo Carimbão, muito mais que a questão econômica envolvida no processo, o presidente Michel Temer não tem autoridade moral para propor um processo dessa natureza. ?O presidente [Michel] Temer não tem autoridade moral, nem política, de querer privatizar qualquer setor da economia brasileira, particularmente a Eletrobras em Alagoas, pois o governo comprou [federalizou] e não pagou. E como é que agora quer privatizar??, indaga Carimbão. Com forte influência entre os deputados do chamado baixo clero, por conta de sua atuação em comissões estratégicas, ele se comprometeu com os trabalhadores em reagir contra o processo. O deputado Paulão, ex-funcionário da antiga Ceal, hoje Eletrobras, também compareceu ao Sindicato dos Urbanitários para garantir seu compromisso contra o processo de privatização. Em sua avaliação, a privatização das distribuidoras, entre elas a Eletrobras, é uma forma de retaliação depois que foi impedido de fazer o mesmo com o setor elétrico. ?O governo, como ficou impedido de privatizar o setor elétrico, agora ataca as distribuidoras. E é isso que temos que evitar. No Congresso, seremos vozes da resistência do setor elétrico?, disse Paulão. Além dos três parlamentares, o Sindicato dos Urbanitários, durante uma atividade no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, abordou os deputados federais Ronaldo Lessa (PDT) e Marx Beltrão (PSD). Na oportunidade eles também se colocaram contrários ao processo de privatização.