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Participação da mulher na política ainda é baixa

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A Lei Eleitoral e sua cota de gênero determina que 30% das vagas devem ser ocupadas pelo sexo oposto à maioria dos candidatos, ou seja, se há 70% de homens, obrigatoriamente os partidos devem apresentar o restante das vagas às mulheres e vice-versa. Neste sentido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que 30% dos mais de R$ 1,7 bilhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) deve ser destinado de acordo com este mesmo entendimento. No cenário político e eleitoral atual, as mulheres seguem em minoria e, na maior parte, indicadas à disputa nas urnas praticamente ao cumprimento da legislação. Em busca de respostas diante desta realidade e com o objetivo de orientar e esclarecer às mulheres sobre a importância e o papel delas diante das eleições, o Instituto Raízes da África, com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e Coletivo Substantivo Feminino: Política, Mulheres e Sororidade, realiza nesta segunda-feira, 25, o Seminário de Formação Qual o Lugar das Mulheres na Política Alagoana? O evento está programado para o horário entre as 14h e 18h, no auditório do tribunal, no bairro do Farol, em Maceió. De acordo com os organizadores, o objetivo é ?propiciar espaços de conhecimentos e troca de experiências, visando à discussão de conteúdos que subsidiam uma análise substantiva sobre a importância da inserção das mulheres nos espaços políticos, lugares de poder. Na pauta de discussão, segundo Arísia Barros, diretora do instituto, o debate sobre a aprovação pelo TSE dos 30% do fundo eleitoral que devem ser gastos em candidaturas de mulheres, assim como a destinação de 30% do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para este público. Para participar, basta apenas realizar inscrição no local ou por meio de link na página do Raízes da África na internet. ?O seminário nasce com a proposta de dar voz para as mulheres na política. Em Alagoas e no País os homens sempre encabeçam as chapas às disputas nas urnas. Há muitas barreiras enfrentadas pelas mulheres, que precisam atuar no espaço público e ainda tem o privado para cuidar. Tem muitas mulheres que não têm noção do que é esse espaço eleitoral. Muitas estão ali apenas para cumprir cota nos partidos. Ter espaço na política é um direito, uma garantia?, destaca Arísia Barros.

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