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Collor defende diálogo para construção da paz

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O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Fernando Collor (PTC), apontou, na última segunda-feira, o diálogo como caminho para a solução de problemas entre as nações. Ele destacou que as guerras comerciais e as ameaças nucleares feitas por alguns líderes mundiais não possibilitam a construção de um planeta melhor, ?pelo contrário?. A CRE discutiu no 8º Painel do Ciclo de Debates a transmissão de tecnologia nuclear, o terrorismo internacional e as possibilidades de novos conflitos armados na fronteira da Índia com a China. Como exemplo de medidas individuais que têm impactado de forma negativa na vida de milhões de pessoas, o presidente da CRE citou algumas ações que estão sendo realizadas pelo governo dos Estados Unidos da América nas áreas comerciais, ambientais, tratados de paz e outras. Ele criticou, ainda, o desrespeito por parte das grandes nações do mundo às resoluções da ONU, além das sanções que são impostas contra países pobres, sufocando a população. ?Acredito que o momento hoje é de diálogo, de cooperação sem submissão, de convivência pacífica, de construção e edificação de consensos, trazendo assim de volta o bom senso ao convívio entre nós, entre as grandes lideranças mundiais?, destacou Collor, acrescentando que a medida adotada por líderes de países tem resultado em sanções econômicas que resultam no sofrimento da população. ?Por que a população paga por essa medida??, indagou. O DEBATE Ao relatar as tensões nucleares entre a China, Índia e o Paquistão, a professora Layla Abdallah Dawood, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), citou suspeita de agências de inteligência ocidentais de que o Paquistão tenha repassado tecnologia nuclear a grupos terroristas. O embaixador do Paquistão no Brasil, Najm us Saqib, questionou a informação, afirmando que não houve esse repasse e criticou o uso de somente fontes ocidentais para um debate que envolve vários lados. Além da professora Layla Dawood, outro especialista em relações exteriores com foco na Ásia, o professor Eugênio Pacelli Costa, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), compareceu à CRE para analisar situações de tensão naquele continente. Eles falaram da situação que envolve China, Índia e Paquistão, em que os três países possuem armas nucleares e já entraram em conflitos armados em diversas ocasiões no século 20. E também trataram do caso entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, que envolve os interesse dos EUA e do Japão. Pacelli Costa destacou que da recente reunião entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte coreano Kim Jon-un não resultou um acordo com pontos a serem cumpridos. ?Quais as etapas da desnuclearização? Quem vai fiscalizar? Quais os prazos? O que cada lado vai cumprir? Isso está em aberto e sem respostas?, frisou ele. Segundo os acadêmicos, as escaladas nucleares entre a China e a Índia e entre a Índia e o Paquistão são fontes de tensão desde as independências indiana e paquistanesa em 1947. A China é a grande superpotência da região e, por isso, a Índia, que também tem uma fronteira disputada com o Paquistão, optou por desenvolver um programa nuclear para sua defesa, explicaram. Os dois professores também abordaram a questão do Irã, que assinou um acordo com os Estados Unidos, Alemanha e França se comprometendo a usar a energia nuclear apenas para fins pacíficos. Esse acordo entrou em crise a partir do instante em que o presidente norte-americano Donald Trump o abandonou.

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