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PMDB diz que ap�ia reformas mas n�o participa do governo

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O PMDB poderá perder os três cargos federais entregues pela direção nacional do PT em Alagoas (CBTU, a diretoria administrativa da Ceal e a supe-rintendência do Ibama), em troca de apoio da bancada pemedebista, se o partido do senador Renan Calheiros (líder do PMDB no Senado) mantiver sua posição de ficar fora do governo. Os cinco governadores do PMDB e o presidente do partido, Michel Temer, divulgaram nota oficial, ontem, reafirmando que a legenda não deve integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem a base parlamentar aliada. Segundo a nota, ?a autonomia justifica-se porque o PMDB tem projeto de poder municipal, estadual e federal?. A nota diz ainda que, com um grande número de vereadores, vice-prefeitos, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e cinco governadores, o partido ?não pode abdicar desse objetivo, que justifica sua existência nacional?. O partido reafirmou também na nota o compromisso de apoio às reformas constitucionais, como a da Previdência, tributária e administrativa, e à política econômica do governo federal, coerente com a atual conjuntura e com as necessidades do Brasil?. A nota oficial diz que esse entendimento dos governadores e do presidente que assinam o documento será levado para discussão na Executiva do partido. Governadores A nota oficial foi elaborada em reunião na noite de ontem, depois do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e governadores, na Granja do Torto. A reunião do PMDB terminou por volta das 22h. Além de Temer, participaram os governadores Germano Rigotto (RS), Luiz Henrique da Silveira (SC), Roberto Requião (PR) e Joaquim Roriz (DF). O governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, não estava presente, mas foi consultado por telefone e concordou com os termos da nota, segundo a presidência do partido. A nota se justifica, segundo o PMDB, para esclarecer as especulações de que a legenda estaria negociando a entrada no governo. Em Alagoas, mensagens do senador Renan Calheiros tranqüilizavam os trabalhadores, afirmando que o seu partido não votaria nas reformas para prejudicar conquistas trabalhistas e os aposentados. Nos bastidores, há um clima de expectativa sobre o rumo do PMDB. (AF)

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