Política
Evangélicos cooptam eleitores pela religião
Pela Constituição, que rege todas as leis do País, o estado brasileiro é laico, ou seja, não possui religião e nem sofre influência ou controle da igreja. Diante desta máxima, política e religião não devem se misturar no Brasil, mas, quando adentramos nos posicionamentos e atuações de representantes eleitos pelo povo, as igrejas, notadamente as evangélicas e suas denominações neopentecostais, têm se tornado aliadas e até mesmo espaços à conquista de poder no Congresso Nacional. Em Alagoas, à medida que a eleição se aproxima, surgem nomes de pré-candidatos que adotam claramente o cunho religioso como mote de campanha. E a ?defesa da família? sempre se faz presente em suas declarações. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e na Câmara de Vereadores de Maceió, por exemplo, até então nenhum representante que almeja disputar o pleito de 7 de outubro ? no caso dos deputados à reeleição ? assumiu publicamente a representação evangélica como condição, mas, em decisões nas casas legislativas, tomam direção com base em preceitos religiosos, como é o caso da vereadora Silvania Barbosa. Ela se filiou recentemente ao PRTB, embora não tenha tornado pública a mudança de partido, com o objetivo de disputar mandato para a Câmara dos Deputados.