Política
Comiss�o de Direitos Humanos discute viol�ncia
MARCOS RODRIGUES A segunda reunião da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), conseguiu levar ao plenário da Assembléia Legislativa um debate sobre a violência que atinge o Estado. Os deputados que integram a comissão - Adalberto Cavalcante (Prona), Maria José Viana (PSB) e o deputado Isnaldo Bulhões (sem partido) - se reuniram com representantes de entidades de Direitos Humanos do Estado. Do encontro participaram Marcelo Nascimento (representando o Conselho Estadual de Segurança), Pedro Montenegro (DH OAB) e Everaldo Patriota ( Fórum permanente contra a violência). Para Everaldo Patriota a CMDH está gerando um fato histórico. ?É um fato para a história o que a ALE está vivendo hoje. Os membros desta comissão devem lutar principalmente para mudar a visão de alguns parlamentares que ainda acreditam que DH é para proteger bandidos. Somos é a favor da vida?, disse. Ele se referia a um parlamentar que disse na TV ter sido convidado para integrar o grupo mas tivera se recusado pois não defende bandido. Ele não revelou o nome do deputado. Para os representantes de entidades de Direitos Humanos o trabalho do grupo de deputados será educativo e terá que contribuir para a mudança da cultura. Testemunhas Um dos pontos que foram consenso na reunião com as entidades foi a necessidade do Estado ter o seu próprio programa de proteção as testemunhas. O presidente da Comissão Paulo Fernando foi autor de um PL que sugere a criação do programa em Alagoas. Segundo ele o projeto ganhará mais força se for assinado por mais parlamentares. O deputado Isnaldo Bulhões disse que apoiará o projeto. Sua opinião foi seguida pelos demais membros da comissão. Agora os parlamentares submeterão a idéia ao plenário e depois a encaminharão para o executivo. ?Cabe ao governo essa medida?, disse Paulão. A Comissão resolveu que nos próximos encontros deverão ser articuladas visitas as unidades prisionais e de atendimento ao menor infrator. A proposta é que além dos parlamentares os integrantes dos movimentos também possam integrar o grupo. As delegacias também estão entre as prioridades da Comissão. Os deputados querem conhecer a realidade das unidades que estão se transformando em ?cadeiões? com presos, inclusive, de justiça. Os idosos e a violência contra a mulher também entrará na pauta de atividades da comissão. Segundo o presidente o objetivo é chegar politicamente em todos esses setores. ?O trabalho da grupo se consolidará nas atividades?, conluiu.