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Polícia Civil agoniza sem estrutura em Alagoas

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A Polícia Civil de Alagoas pede socorro. Dessa vez, o pleito não é salarial. A categoria quer concurso público para escrivães, agentes e delegados. O último concurso correu em 2012. O efetivo envelheceu e 50% já deveriam estar aposentados. Dos 141 delegados, menos de 100 estão no batente. Para suprir a demanda das 140 delegacias dos 102 municípios, é necessário um quadro mínimo com 210 delegados. O número de agentes e escrivães está em cerca de 1.450 servidores, quando a demanda necessita de 4 mil policiais. O resultado disso é dramático no momento em que facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo disputam palmo a palmo o território alagoano. As estatísticas oficiais atestam que Alagoas registrou, em 2017, a média de cinco assassinatos por dia. Quer dizer que 1.921 pessoas foram mortas, o que representou um aumento de 1,8% em relação ao ano anterior. Nesse período, o número de homicídios também cresceu 24%. O esforço de Alagoas para reduzir a violência apareceu no 12º anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Estado, pela segunda vez consecutiva, no ranking da violência ocupa o quinto lugar entre os 27 Estados. Em Coqueiro Seco, moradores mostram a delegacia fechada enquanto bandidos assustam população. FOTO: GILBERTO FARIAS

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