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Relator pede abertura de processo contra ACM

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Brasília ? O mandato do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) está novamente sob ameaça. A abertura de processo de cassação de mandato, por quebra de decoro parlamentar, foi recomendada ontem pelo senador Geraldo Mesquita (PSB-AC), relator da sindicância do Conselho de Ética que apura o suposto envolvimento de ACM nos grampos telefônicos ilegais, feitos pela Secretaria de Segurança da Bahia. Mesquita concluiu que ACM quebrou o decoro ao se valer, nos requerimentos e denúncias que encaminhou a autoridades do governo passado, de ?informações colhidas mediante a prática de crime?. Os senadores vão votar o parecer na terça-feira (29). A votação foi adiada por causa de um pedido de vistas coletiva feito, entre outros, pelos senadores Demóstenes Torres (PFL-GO), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Heloisa Helena (PT-AL). Ninguém no Senado arrisca o placar da votação do Conselho de Ética, que tem 15 integrantes. Da primeira vez que teve seu mandato ameaçado, há dois anos, o senador baiano renunciou antes de ser processado em decorrência do episódio de violação do painel eletrônico do Senado. ?Quem, em sã consciência, pode negar que o senador Antonio Carlos Magalhães se utilizou de informações que foram colhidas de forma criminosa para divulgá-las com propósitos escusos??, questiona o relator em seu parecer. Segundo ele, cabe agora ao conselho decidir se esse tipo de procedimento é ou não compatível com o decoro parlamentar. Mesquita afirma, ainda, que o conselho tomou conhecimento de ?alguns fatos? a respeito dos quais não pode afirmar que estão totalmente comprovados, mas reforçariam a denúncia contra ACM. ?Deles (esses fatos) vem se ocupando a Polícia Federal?, informa, referindo-se ao inquérito criminal sobre os grampos. Enquanto o relator lia no Conselho de Ética seu parecer de 27 laudas, ACM acompanhava em plenário a sessão em memória dos cinco anos da morte de seu filho, deputado Luís Eduardo Magalhães, completados no dia 21. Mais de uma vez, ele chorou com os discursos dos parlamentares em homenagem ao filho. Mas não fez comentários sobre o caso dos grampos.

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