Política
Fim de financiamento reflete nas campanhas
O fim do financiamento de campanha por empresas, declarado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2015, pesou na balança de quem estava acostumado a dispor de fortunas para gastar nas eleições. Mas, em contrapartida, a medida veio acompanhada de outras condicionantes que acabaram compensando o que políticos afirmam ser uma redução drástica de custos. ?Os legisladores quando propuseram o fim do financiamento de campanha, condicionaram outras alterações compensadoras, no entendimento deles. Ou seja, junto com a proibição veio a redução do tempo de campanha, justificada pela redução de recursos. Isso quer dizer que, sem a doação das empresas, o tempo mais curto poderia compensar a desigualdade entre partidos pequenos e grandes. Mas não é bem assim?, afirma o cientista político Ranulfo Paranhos.