Política
Mudanças na política LGBT estão entre as que mais ecoaram no País

Como parte dos efeitos do que já foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, a política LGBT, que estava atrelada aos Direitos Humanos durante anos, sai da pasta e ainda não tem rumo definido. Mesmo assim, o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Lopes, prefere aguardar, com precisão, o que vai ser feito. Fala que é necessário um estado de acompanhamento permanente. ?É preciso ter cautela em afirmar que ocorreu um retrocesso, já que a Medida Provisória não detalha a estrutura interna dos Ministérios. Assim, não está claro que a política LGBT será extinta ou retrocederá, ainda que a configuração geral do Ministério, com a criação de uma Secretaria Nacional da Família, por exemplo, indica a tendência do governo Bolsonaro em se guiar por juízos morais centrados em valores contrários à defesa e promoção da diversidade sexual e de gênero, já que o presidente, em seus discursos de posse, sinalizou defesa à família tradicional e enfrentamento nítido às pautas de gênero?, destaca Nildo Lopes. Ele afirmou ainda que as informações colhidas dão conta de que a ?pasta? vai continuar existindo. ?A pasta será mantida e agora deixa de ser subordinada ao segundo escalão, para ser ao primeiro, ou seja, diretamente ao ministério competente. O conselho LGBTI+ também será mantido. A preocupação do movimento agora é: quem assumirá essa pasta? Deus queira que seja alguém competente e conhecedor da causa, e não um fundamentalista?, defende.